HOMENAGEM A IRMÃ ELISABETH-2010
Deus, em sua infinita sabedoria, nos presenteia mandando anjos para que através de seus exemplos possamos ir nos moldando e com isso nos tornamos pessoas melhores.
E a senhora, Irmã Elisabeth, é um desses anjos enviados por Deus. Toda sua vida tem sido de dedicação, abnegação e serviço. Abraçou sua vocação com amor e por onde passa, deixa sua marca.
Em 1930, ainda criança chegou no Colégio da Imaculada Conceição, com a pureza de um anjo e a vivacidade de uma criança levada.
É o aconchego do lar é algo difícil de renunciar e para uma menina então... mas a sede de Deus era maior e uma formação religiosa era o que de melhor sua família poderia lhe oferecer e nessa formação foi plantada a semente do servir.
Servir sempre foi a palavra chave de sua vida, por isso ainda muito jovem decidiu abraçar a profissão de professora e o curso normal passou a ser sua meta.
É... mas o ofício de professora, ainda não conseguiu preencher a lacuna existente em seu coração, sua alma pedia mais, e a decisão de entrar para o postulado foi inevitável.
Sua dedicação e perseverança era notória, fez o postulado, noviciado e enfim, tornou-se a nossa Irmã Elisabeth porém, o destino quis testa-la novamente enviando-a a Paris, terra distante... e deixar a família, os amigos, a pátria... parece ter sido a tarefa mais difícil, mas quando a saudade chegava a música era o seu consolo.
Esquecer o juramento era impossível, porém dominar saudade não parecia nada fácil, mas a convicção com que tomas tuas decisões fizeram-te superar mais este obstáculo na vida e gradativamente o termo “saudade” foi sendo substituído pelo sentimento de servir.
Felizmente você retorna a pátria, primeiramente como diretora de Aracati e depois na década de 80 à casa mãe, sua chegada foi motivo de festa e comemoração, quantos projetos realizados... serviço de liderança, semi-internato, grupo de filosofia, anexo, assessoria, vice diretora, conselheira, associação das ex-alunas, supervisão.
São 60 anos de dedicação à nossa escola, 60 anos de serviço, 60 anos semeando a semente do amor e da justiça e comemorar seus 90 anos de vida é motivo de graça, júbilo e louvor.
Amiga, companheira, conselheira, profissional, iluminada em suas decisões, singela em seu fazer e severa quando necessário.
Diante deste ser iluminado – e porque não dizer escolhida? Queremos celebrar este dia tão especial para todos nós que fazemos o colégio da Imaculada Conceição, pois aos olhos do pai você é uma obra prima.
Parabéns Irmã Elisabeth, que Deus te ilumine cada vez mais, que Maria Santíssima, nossa boa e Santa Mãe, te cubra de bênçãos hoje e sempre.
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MISSÃO DO COLÉGIO DA IMACULADA CONCEIÇÃO FORTALEZA-CE
Eis a missão do Colégio da Imaculada Conceição. Conhecer para reconhecer diferentes culturas e realidades. Conhecer-se como pessoa humana e, portanto, agente de uma sociedade onde a autoridade, o saber e os bens da natureza promovam a vida e a sustentabilidade do planeta. Fazer uma educação integrada, pautada nas vivências pessoais e coletivas que promovam uma ação concreta e responsável. Viver segundo os valores evangelizadores que humanizam e libertam. Ser uma pessoa que reflete, tematiza e problematiza as diferentes realidades, amparada pela excelência acadêmica e pautada nos valores cristãos.
Praticamos uma educação que favorece a formação de pessoas compromissadas com valores humanos e cristãos. Aos nossos alunos é dada a oportunidade de experimentar e analisar diferentes culturas e realidades e, assim, poder intervir e atuar na sociedade, como sujeito capaz de criar redes comunitárias e solidárias. A partir dos vários recursos educacionais disponíveis e da preocupação com o desenvolvimento dos saberes culturais, a escola apresenta-se como um espaço privilegiado de descoberta e de reflexão sobre as constantes mudanças da sociedade, por meio de leituras, experiências e ações. O educador tem clareza de sua missão: formar pessoas que reconheçam seu papel, que ocupem seu espaço e que sejam capazes de lidar com o desafio da diversidade, interagindo com novas mentalidades e novas identidades. Para isso, está sempre em processo de aprendizagem; testemunha e vivencia os valores cristãos; tem sensibilidade, comprometimento e paixão; busca e fortalece o próprio crescimento humano e de seus educandos, fazendo-os enxergar o outro. Nossa meta educacional, orientada para conhecer, fazer, viver e ser, busca uma sociedade atenta ao desenvolvimento sustentável, onde haja lugar para todos e todas, aberta às diferentes identidades, onde as pessoas sejam verdadeiramente iguais em condições e direitos e possam viver como irmãos. Essa é a visão do Colégio da Imaculada Conceição: uma educação que gera vida.
HISTÓRIA DO COLÉGIO
... e a torre do Pequeno Grande como um dedo levantado na boca da noite, pede silêncio à Fortaleza para que todos possam escutar o Colégio da Imaculada Conceição contar sua história
Prof. Gerardo Campos
O Colégio da Imaculada Conceição, pioneiro na formação intelectual de jovens, foi fundado em 1865. Inicialmente instalado à Rua Formosa, número 28 e 30, com a dupla finalidade de abrigar, educar as meninas órfãs que deveriam receber além da educação o ensino de outras atividades úteis.
Após dois anos de funcionamento na casa da Rua Formosa, o espaço físico se tornou pequeno devido o aumento do atendimento, ficando o Colégio sem condições de abrigar novos candidatos. Surgiu, então a necessidade de um prédio maior e com melhores acomodações. O então Bispo D. Luís, em comum acordo com a Superiora, transferiu, em 1867, o estabelecimento para o prédio onde até hoje funciona.
A Diretora do Colégio foi sempre a superiora das Irmãs, não tendo a princípio mandato determinado. Somente a partir do Concílio Vaticano II é que as superioras passaram a ter um mandato de três anos, renovavéis por mais três e, em caso excepcionais, por mais três anos.
Coube portanto, às Filhas da Caridade, filhas de São Vicente, a grandiosa missão de ministrar a formação moral, religiosa, intelectual bem como orientar socialmente as crianças e jovens cearenses. A semente foi boa e, sob a proteção das Irmãs que pareciam anjos de vestes longas e de cornetas brancas que pareciam asas, desenvolveu-se uma árvore centenária que enriquece a Igreja e a Sociedade Cearense.
As primeiras Irmãs de Caridade do Colégio da Imaculada Conceição eram francesas e constituíam todo o corpo docente e administrativo do estabelecimento de ensino.
Com o número crescente de alunos surgiu a necessidade de professores leigos que até hoje com muita dedicação participam da nossa evangelização no campo da educação de muitas crianças e jovens do nosso Ceará.
A primeira diretora foi a francesa Irmã Bazet, sucedida pelas Irmãs Gagné, Henriot e Mahieu, que, durante mais de cinqüenta anos estiveram à frente do Colégio.
Em 1936 o Colégio passou a direção de Irmã Simas, durante dezessete anos. Após esta longa trajetória o Colégio passou a ser dirigido por Irmã Lima, que celebrou o centenário do Colégio.
Sucedendo à Irmã Lima, teve a Instituição a direção de Irmã Cola, Irmã Maria Montenegro e Irmã Maria Nilce Costa Lima Ferreira.
Após a gestão de Irmã Maria Nilce, passou o Colégio à direção de Irmã Elisabeth Silveira, a qual, continuando a linha filosófica de suas antecessoras, procurou orientar o trabalho no sentido de desenvolver o educando a fim de torná-lo um agente de transformação da sociedade.
Em 1995, sucedendo Irmã Elisabeth passa a Instituição novamente à direção de Irmã Maria Nilce, sucedida pela Irmã Rita de Cássia e novamente Irmã Elisabeth Silveira.
Em 2004, assume a direção do Colégio, a jovem diretora Irmã Ana Amélia Gudes da Cunha, jovem de corpo e espírito que tem aplicado novos procedimentos pedagógicos tanto no campo da aprendizagem como na formação humanística.
As Irmãs de caridade juntas no labor de cada dia, hora por hora, instante por instante sem pressa mas diligentemente preparam o Colégio da Imaculada Conceição para a travessia de novos tempos, sustentando o vigor e a beleza do espírito vicentino.
Seus empreendimentos não são gigantescos ou imponentes em construções materiais não constróem para o tempo, mas edificam para a eternidade.
Suas realizações são sentidas e sempre marcaram a sociedade através das famílias que vivenciam os valores aqui defendidos. Encontramos ex-alunos destacados em todos os segmentos da sociedade, sobretudo da sociedade cearense, desde as artes às humanidades, as ciências da saúde como também, no campo religioso, tanto na companhia das Filhas da Caridade como em outras congregações e ainda em movimentos leigos, força da Igreja.
Mas, de maneira especial, é o carisma vicentino de amor aos pobres, aos humildes, aos necessitados que desponta, sobretudo nos ex-alunos, sempre que convocados algum trabalho pela causa do pobre. Pode se dizer mesmo que o amor ao trabalho pela construção de um mundo fraterno e mais humano é um sinal que distingue, na sociedade atual os que passam pelo Colégio da Imaculada Conceição.
FUNDADORES
QUEM ERA SÃO VICENTE DE PAULO?
Vicente nasceu em 1581, em Pouy, sul da França, numa família de pobres camponeses. Na infância foi pastor de ovelhas e porcos.
A pedido do pai foi estudar na cidade de Dax... Aos 19 anos é ordenado sacerdote, sonhando chegar a ocupar uma posição social vantajosa. Mas os planos de Deus não eram os de Vicente.
Alguns anos mais tarde é capelão da Rainha Margarida.
Aos poucos Vicente começa a descobrir o caminho dos pobres e esquece de seus planos de ser rico e importante. Inicia o caminho da conversão. Após doze anos de padre, pela primeira vez entra em contato com a pastoral, como pároco. Uma vez compreendendo os planos de Deus e em resposta às necessida¬des dos pobres de seu tempo, Vicente empreende várias fundações:
Confrarias da Caridade - 08 de dezembro de 1617
Congregação da Missão - 25 de janeiro de 1625
Filhas da Caridade - 29 de novembro de 1633
Formação do clero, Seminários...
O pobre é primeiro na Igreja. Ele é príncipe e o mestre, sendo uma encarnação de Cristo pobre. Por isso, devemos servi-lo com respeito, sem levar em consideração seu caráter e seus defeitos. E devemos amá-los.
QUEM ERA SANTA LUISA DE MARILLAC?
Luisa nasceu em 1591, em Paris. Viveu uma existência marcada pelo sofrimento, sem ter as carícias maternas. Na adolescência perdeu o pai. Casou-se com o secretário da rainha Margarida, Antonio Le Gras com quem teve um filho. Em 1625 ficou viúva. São Vicente de Paulo foi seu diretor espiritual. Este a ajudou a livrar-se da tristeza e dos escrúpulos. Com ele fundou a Companhia das Filhas da Caridade.
Luiza tem um grande amor pelos pobres e ensina as Irmãs a amá-los e tratá-los com ternura e compaixão. Faleceu em 15 de março de 1660. Foi canonizada em 1934. Proclamada pelo Papa João XXIII, patrona de todas as Obras Sociais.